segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Flash Interview

Entrevista ao Jogador Bruninho




Nome Completo – Bruno Filipe Leite Gomes
Idade – 17 anos
Posição – Lateral Direito
Blogger - Qual sua principal característica como jogador?
Bruninho – Sou rápido, jogo a defesa e na minha opinião a minha maior qualidade e defender apesar de gostar bastante de atacar.
Blogger - Começas-te a jogar futebol onde e quando?
Bruninho – Comecei a jogar futebol aos meus 7/8 anos no S.C.Coimbrões
Blogger - Qual o Teu maior desejo como jogador?
Bruninho – o meu maior desejo como jogador de futebol e jogar ao mais alto nível pois qualquer jogador tem esses objectivos.
Blogger - Qual é o teu ídolo no futebol?
Bruninho   José Bosingwa
Blogger - O que achas-te do jogo contra Leça?
Bruninho O Leça não era uma equipa fácil trocava muito bem a bola, criaram alguns lances de perigo na primeira parte mas foi a nossa equipa que chegou primeiro ao golo, continuamos a jogar o nosso futebol mas numa distracção nossa o Leça chega ao empate e fomos para o balneário empatados num jogo muito a meio campo. Na segunda parte tentamos ir a procura do resultado pois estávamos a jogar em casa tínhamos de ganhar os três pontos mas o Leça num contra-ataque chega ao 2-1 onde a nossa equipa estava por cima tivemos que ir ainda mais para cima deles e ai conseguimos o 2-2 mas não estávamos satisfeitos com este resultado e procuramos a vitoria onde o Leça de bola parada chega ao 3-2 final um bocado de falta de sorte para connosco depois de tantas oportunidades desperdiçadas.

Blogger - Qual é a tua opinião sobre esta equipa do Canidelo?
Bruninho Somos um plantel com muita qualidade onde podemos ir longe e conseguir os nossos objectivos.
Blogger - Qual é a tua opinião sobre os teus treinadores?
Bruninho  – e uma equipa técnica bastante boa, querem sempre o melhor para os jogadores, e principalmente vontade de fazer estes jovens jogadores crescer sempre com um espírito vitorioso.
Blogger - Que esperas do Campeonato neste ano?
Bruninho – um campeonato bastante competitivo onde vamos apanhar muitos adversários difíceis e com muita qualidade mas nos unidos vamos dar sempre a volta por cima e principalmente agora com a nossa primeira derrota não podemos ir abaixo pois não e por causa disso que não vamos conseguir alcançar o que queremos.
Blogger- O que achas do próximo jogo contra o Padroense?
Bruninho – vai ser um jogo bastante complicado pois vamos jogar contra o 1ºclassificado e com uma das melhores equipas do nosso campeonato mas acho que se pusermos o nosso futebol em pratica vamos sair do padroense com os 3 pontos e com uma moral extra.
Blogger – Como te sentiste no jogo de ontem, a tua estreia como titular?
Bruninho senti-me bem algo nervoso pois era o meu primeiro jogo, mas quero continuar a trabalhar para poder dar sempre o meu melhor contributo a nossa equipa.
Blogger - Deixe uma mensagem para o Blog ?
Bruninho – acho que nos juniores do S.C.CANIDELO devemos agradecer aos nossos treinadores, directores e presidente e pais dos nossos atletas que querem o melhor para a nossa equipa. Também quero agradecer ao nosso capitão Machado que e muito importante dentro e fora do balneário e um «SENHOR». Agradecer aos treinadores por me terem dado a oportunidade pela qual tanto desejava. E á minha grande equipa e verdadeiros amigos acreditem que vamos longe somos uns verdadeiros Guerreiros. Com muito orgulho que faço parte desta equipa .
CANIDELO CANIDELO CANIDELO, GANHAR GANHAR GANHAR


O bloger agradece ao jogador Bruninho pela entrevista

domingo, 30 de outubro de 2011

Resultado da 7ªJornada

S.C.Canidelo 2 vs Leça F.C 3

Passado 7 jogos  a equipa do Canidelo teve o sabor da derrota.
Á que levantar a cabeça e ja na terça feira irmos ao Padroense buscar os 3 pontos

Força Rapazes

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Uma lição de vida... Lionel Messi



Uma bela e comovente história....

Mesmo que você não goste de futebol, leia para ver como são certas passagens da vida.


Uma lição de vida...
Lionel Messi

Para os adeptos do Barça, a 8ª maravilha é Messi.
Eis uma história, uma lição de vida, que encanta Camp Nou.

É uma desforra bem pessoal, a história do menino austista aos 8 anos, anão aos 13, que via o mundo a 1,10 metros do solo.

É esse mesmo, Lionel Messi, que botou corpo à base de tratamentos hormonais e que, 59 centímetros depois, encanta o mundo do futebol, naquele jeito singularíssimo de conduzir a bola colada ao genial pé esquerdo, como se o couro redondo fosse um mano siamês, uma mera extensão corporal, um órgão vital, inseparável. E Barcelona rende-se ao talento de "La Pulga". E os adversários caem aos pés de um talento puro e raro.
E por muito talento que tivesse para jogar à bola, estaria o rapaz consciente do destino glorioso que lhe estava reservado?

O miúdo de 16 anos que vestiu pela primeira vez a camisola da equipe principal do Barcelona num jogo com o F. C. Porto, a 16 de Novembro de 2003, na inauguração do Estádio do Dragão, o Lionel Messi que agora caminha sobre a água, é ainda o mesmo menino que sobrevoou o Atlântico, em 2000, para se curar de uma patologia hormonal.
Lá na Argentina, na Rosário natal, os prognósticos médicos eram arrasadores: sem tratamento eficaz contra o nanismo, Lionel chegaria à idade adulta com 1,50 metros, no máximo.
Os diagnósticos alarmaram os Messi. E o custo dos curativos também: mil euros mensais, ou seja,
quatro meses de rendimentos da família de La Heras, um bairro pobre de Rosário.

Mas o pai de Lionel não se resignou. Sabia que o filho, pequeno no corpo, era gigante no talento. E não aceitou a fatalidade. Nessa altura, o prodígio de dez anos despontava no Newells Boys, fintando meninos com o dobro do tamanho e marcando gols atrás de gols. O pai sugeriu ao clube que pagasse os tratamentos de Lionel.. A resposta foi negativa. E o mesmo sucedeu quando os Messi foram bater à porta do grande River Plate.
Na adversidade, a família Messi teve mais força, com a ajuda de uma tia de Lionel, emigrada na Catalunha.
E foi assim, em 2000, ainda antes de completar 13 anos, que Lionel e os pais viajaram até Lérida.
Dias depois, o pequeno prodígio foi fazer testes no Barcelona... E com a bola quase a dar-lhe pelos joelhos, aquela habilidade enorme logo maravilhou os treinadores do Barça.
Carles Rexach, director do centro de formação do Barcelona, ficou maravilhado com o prodigiozinho argentino.
Ao cabo de dois treinos, não hesitou e logo tratou de arranjar contrato.
E ficou espantado com a proposta do pai do craque:
O Barça só tinha de lhe pagar os tratamentos que os médicos argentinos sugeriam. Foi dito e feito.
Durante 42 meses, Lionel levou, todos os dias, injecções de somatropina, hormônio de crescimento inscrito na tabela de produtos proibidos pela Agência Mundial Antidopagem, e só autorizada para fins terapêuticos.
Em 2003, o milagroso hormônio fizera de Lionel o que ele é hoje, um rapagão de... 1,69 metros!
No Verão de 2004, acabadinho de fazer 17 anos, e já com contrato profissional, entrou para a equipe B do Barça. Mas fez só cinco jogos, porque aquele enorme talento não cabia no "Miniestadi". Reclamava palcos maiores. E rapidamente começou a jogar no Camp Nou, na equipe principal.

Em 16 de Outubro de 2004, o prodígio fez a grande estreia na liga espanhola, num dérbi com o Espanhol. Em 1º de Maio de 2005 entrou para a história do Barça: marcou no Albacete e tornou-se no mais jovem jogador a marcar um gol pelo Barcelona.
Aos 17 anos, dez meses e sete dias, começou a lenda.
Cinco anos depois, Messi teve a consagração absoluta. Foi eleito Melhor Jogador do Mundo de 2009, após uma época de sonho, concluída com um feito inédito do Barça "de las seis copas":
Campeão de Espanha, da Taça do Rei, da Supertaça Espanhola, da Supertaça Europeia, da Liga dos Campeões, do Mundial de Clubes.

O craque que o Barça contratou pelo custo da terapia de crescimento é, hoje, a maior jóia do futebol mundial, segurada por uma cláusula de rescisão de... 250 milhões de euros!
E é, também, o mais bem pago de todos: o menino pobre do bairro de la Heras é, agora, multimilionário, recebendo qualquer coisa como 33 milhões de euros anuais em salários e publicidade. Nem em contos...

Lionel Andrés Messi
23 anos (24/06/1987)
Nacionalidade: Argentina (os argentinos têm vergonha de não terem tratado do rapaz).
Títulos:
Campeão Espanha (2005, 2006, 2009, 2010 e 2011),
Taça do rei (2009);
Supertaça Espanha (2005, 2006, 2009 e 2010);
Liga dos campeões (2006, 2009);
Supertaça europeia (2009);
Mundial de clubes (2009).

"GRANDE LIÇÃO DO PAI QUE NÃO DESISTIU DO SONHO: CURAR O FILHO."
Não se focalizou no problema, mas sim na solução.


Entrevista a Jose Mourinho


José Mourinho em entrevista
 
Bloger - Formou-se no ISEF aos 24 anos e completou um curso para treinadores na Escócia. Não é muito comum no mundo do futebol esta preocupação com a instrução.
José Mourinho - Sempre existiu em mim a ambição de me licenciar, independentemente da minha vocação. Talvez influenciado pela minha família: «Não sabes qual vai ser o teu futuro no futebol, pelo menos constrói algo sólido».
Bloger - Havia essa preocupação?
JM - Havia. O meu pai esteve a vida toda ligado ao futebol com todas as dificuldades inerentes ao mesmo. Se eu tivesse sido mal sucedido nesta minha aposta, como treinador, na pior das hipóteses era professor de educação física. Paralelamente a esta preocupação, sabia o que aquilo me podia dar. Tenho uma máxima, que não é minha, mas que ouvi em qualquer lado e que guardei para mim: «Um treinador de futebol que só sabe de futebol, é um péssimo treinador de futebol».
Bloger - De que outras coisas tem de saber?
JM - De tudo. Há áreas científicas que nos podem ajudar no nosso trabalho, nomeadamente psicologia, pedagogia, fisiologia. Posso falar com o meu departamento médico sobre lesões, músculos, bio-mecânica, teoria do treino. São temas que domino. Dominar as competências psicológicas, é fundamental. Pode fazer a diferença.
Bloger - Imputam-lhe essa competência e apontam-na como uma das razões do seu sucesso: a autoridade que tem sobre os jogadores, e, mais do que isso, o reconhecimento da individualidade de cada um deles.
JM - Vou mais por aí. A execução da autoridade vai-se esbatendo com o tempo e com a empatia que vou criando. Quando chego a um clube sinto necessidade de mostrar quem sou e o que posso fazer; tenho necessidade de me afirmar e estabelecer algumas regras. A minha liderança, toda a gente a sente mas ninguém a vê. Ter enveredado pela via académica, possibilitou-me ser melhor treinador. O Jorge Costa dizia numa entrevista: «A partir do momento em que fui treinado pelo Mourinho, conheci o filet mignon. Se o Porto mudasse de treinador e me oferecessem carapau ou sardinha, deixava de jogar à bola». É isto: os treinadores de hoje têm de ir à procura do conhecimento.
Bloger - Esse estigma, de que as pessoas do futebol são incultas, grosseiras, quase sempre provenientes de camadas sociais muito humildes, tende a dissipar-se?
JM - Mudou de forma radical. Nos anos 60 o meu pai ia ao estrangeiro às competições europeias e era o único que podia comunicar em francês ou inglês.
Bloger - O seu pai falava línguas?
JM - Era auto-didacta. Fez o antigo curso comercial, equivalente ao sétimo ano; mas gostava de línguas e de ler, e queria evoluir.
Bloger - Foi ele que o ensinou a falar inglês?
JM - Não. A sua competência no inglês não é tão grande, mas era o suficiente para poder comunicar. Hoje em dia, a minha equipa vai ao estrangeiro e há um ou dois que não podem comunicar em francês ou inglês. Nos anos 70, o que é que os jogadores faziam nos tempos mortos de estágio?
Bloger - O que era?
JM - Jogavam cartas. Agora estão ligados à internet, consultam a imprensa internacional porque querem saber o que dizem deles, estudam, lêem.
Bloger - Aos 15 anos teve a noção de que queria ser treinador. E essa noção era acompanhada de uma outra: a de que dificilmente seria um jogador de excepção.
JM - Sim.
Bloger - Ora o que queria para si era justamente a excepção. Porquê?
JM - Como qualquer miúdo, cresci a adorar jogar. Não posso dizer que não era um miúdo com talento. No meu grupo de amigos, era dos mais talentosos. Mas a via académica exigia-me responsabilidades, tive que fazer as minhas escolhas. Senti que não valia a pena arriscar porque as possibilidades de sucesso não eram grandes.
Bloger - Isso é que é a coisa extraordinária: ter tido essa lucidez aos 15 anos.
JM - Sabia das minhas limitações e das minhas qualidades. O meu skill não era melhor que o skill dos outros. As minhas qualidades físicas não eram de excepção; não era rápido, e a velocidade é fundamental para o futebol de alto nível. Aquilo que me fazia melhor do que os outros era a minha capacidade de ler, analisar equipas. A visão que tinha da situação. Eu conseguia ver coisas que os outros não conseguiam, inclusive adultos.
Bloger - É verdade que o seu pai lhe pedia para fazer a observação das equipas adversárias?
JM - Sim.
Bloger - Foi verdadeiramente a sua escola?
JM - A escola de qualquer treinador começa aí. Na capacidade de assistir a jogos com outros olhos. Não é ir para o futebol e ver o jogo como um adepto normal, preocupado se A ganha ou B ganha. É a tentar perceber como é que uma equipa funciona, quais são os seus princípios de jogo.
Bloger - Nesse processo de aprendizagem, que dura desde sempre, e que vai durar a vida toda - sei que continua a ser obsessivo na observação dos jogos, passa horas agarrado ao vídeo -, tinha um interlocutor? O seu pai, outros jogadores, amigos.
JM - Não tinha muito. Vivi praticamente separado do meu pai.
Bloger - Isso representa uma grande dor para si?
JM - Em criança, sim. Sentia a falta da sua presença, de poder falar com ele. Mas foi uma opção que a nossa família tomou: o meu pai era treinador, ia circular de equipa para equipa, e eu e a minha irmã, enquanto estudantes, não podíamos fazer isto. Vivemos em Setúbal com a nossa mãe, e o nosso pai, nos tempos livres, quando podia, voltava sempre a casa.
Bloger - Que marcas lhe deixou essa opção da sua família?
JM - De tal forma me marcou que defini com a minha mulher que, onde eu for, eles vão. A minha filha tem seis anos e já esteve em três cidades diferentes. E para a formação dela, não é nada mau. A capacidade de dominar línguas, lidar com a diferença, mudar de cidade ... É uma miúda com uma capacidade de adaptação fantástica. No fundo, ter carinho e estabilidade, ter o pai, a mãe e o irmão ao seu lado é muito mais importante que a tristeza momentânea de abandonar uma escola, uma professora e uns amigos.
Bloger - Quando ganhou a Taça UEFA em Sevilha, no final do jogo olhou na direcção em que sabia que eles estavam. Era importante tê-los ao seu lado naquele momento?
JM - Era. Não queria que a alegria deles dependesse do ganhar ou do perder; mas comecei a perceber a importância que a carreira do pai tem para eles. Eu ganho, chego a casa e eles estão em festa. Eu perco, chego a casa e eles estão tristes.
Bloger - Eles assistem a todos os jogos?
JM - Não vão nunca ao futebol. Por opção da minha mulher. Não gosta que decifrem o seu estado de espírito; prefere ver [os jogos] em casa, a sós. Mas os miúdos entram dentro dela, conseguem extrair a angústia, o sofrimento... Naquele dia quis que estivessem porque sabia que podia ser o dia mais importante da minha vida desportiva. Foi meu desejo saber onde é que estavam. Até posso dizer como é que soube onde é que estavam...
Bloger - Diga.
JM - Pelos bilhetes, consegui perceber o sector onde iam estar; antes do jogo começar pedi a um fotógrafo amigo que, com a tele-objectiva, fosse à procura deles. «Pronto, estão ali». Do banco não conseguia ver, mas sabia que estavam naquele sítio. Quando o jogo acabou, imaginei o que estavam a viver ... e foi para eles.
Bloger - É muito importante que os seus filhos tenham orgulho em si?
JM - É. Mas aquilo que queremos é que tenham orgulho, independentemente do sucesso. Magoa-me que, na inocência, as crianças sejam cruéis umas com as outras.
Bloger - Na escola, no dia seguinte?
JM - No dia seguinte, quando as coisas não correm bem, a vida não é fácil para a Matilde; ela é capaz de sofrer em silêncio, guarda para ela. Ele, que tem três anos, não é assim; já percebi que daqui a dois ou três anos, quando o pai perder, no dia seguinte vão chamar-me à escola. Porque ele é pai! É impulsivo. Nos seus impulsos, apesar do grande coração, é agressivo. Acho que há colegas que vão levar uns estalos fortes...
Bloger - A obstinação e a ambição são o seu talento. São, pelo menos, instrumentos que servem o seu talento. Não consigo compreender completamente a fúria com que responde, para usar uma expressão sua, ao «chamamento da vitória». Onde radica esta confiança? Porquê esta pulsão tão violenta para chegar lá?
JM - A auto-confiança nasce da convicção no trabalho que realizo. O mais importante é passar aos jogadores a mesma convicção. O desejo de vitória e a convicção na vitória partem fundamentalmente dessa crença.
Bloger - Pode instigar-lhes essa convicção sem estar, você, completamente convicto?
JM - Não consigo. Porque eu estou sempre convicto.
SRD - Mas não se acredita em super-homens. Com certeza tem momentos de fragilidade.
JM - Tenho os meus momentos de fragilidade. Creio que os tenho mais na vida pessoal que na profissional. Os momentos mais difíceis, sob o ponto de vista profissional, são os momentos em que me revelo mais, em que me supero. Exemplo claro: quando a minha equipa ganha, às vezes são os meus adjuntos que vão à conferência de imprensa. Quando a minha equipa perde, sou eu que vou. Vesti bem a pele de líder, de homem sem fragilidades. Que as tenho!, enquanto homem.
Bloger - Não se admite tê-las enquanto profissional?
JM - Não é admitir: não as sinto. Nos momentos de maior responsabilidade é quando me sinto mais cómodo, nos jogos mais impactantes é quando sinto mais prazer em lá estar.
Bloger - Trata-se de arriscar? Ouço-o e parece que assisto a um jogo de roleta. Há o prazer do risco e de estar completamente envolvido nesse lance.
JM - É, é realização. Não há nenhum jogador ou treinador que, em miúdo, sonhasse com um jogo de chacha. Quando sonhei com jogos, acordei sempre a pensar que ia ganhar a Taça UEFA, que ia jogar o Benfica-Porto. Um jogador quando sonha marcar golos, não sonha fazê-lo no Porto-Gil Vicente. Quando sonha, sonha à grande. Se tenho o privilégio de estar metido nessa realidade com que sempre sonhei, tenho de desfrutar. Os meus jogadores têm também este espírito. Gostam de jogos grandes, gostam de responsabilidade. Na minha vida, tenho obviamente as minhas fragilidades.
Bloger - Onde é que se refugia?
JM - Nos meus.
SRD - Era capaz de revelar essa fragilidade, por exemplo chorar, à frente de uma pessoa que não fosse da sua família?
JM - Se fosse um bom amigo, sim.
Bloger - Chora?
JM - Pouco, muito pouco.
Bloger - Quando chorou a última vez?
JM - Em Sevilha.
Bloger - Mas isso foi uma explosão de felicidade. Refiro-me ao choro que resulta do sofrimento.
JM - Chorei de forma descontrolada em situações irreparáveis, na morte daqueles que amei. Falo de avós, da minha irmã, da mãe da minha mulher, de um dos meus melhores amigos. Foram momentos em que senti que não podia fazer nada. Tudo tinha acabado.
Bloger - Ou seja, o que o faz sofrer é a impotência?
JM - É exactamente a impotência. Podem-me vir as lágrimas aos olhos quando um filho tem um gesto especial, quando recebo no telefone uma filmagem da Matilde a ganhar uma competição de natação. Sou capaz de ficar mais emocionado com isto que com outra coisa qualquer. Perante as dificuldades, não. Perante a impotência, sim.
Bloger - Ambiciona para si uma carreira internacional. Quando no Barcelona decidiu não seguir o Bobby Robson até Newcastle, estava já convicto do caminho que queria trilhar? Portugal primeiro e o mundo depois?
JM - Sim, claramente!
Bloger - Mas você dorme? Quando é que pensa nessas coisas todas?
JM - Eles próprios, o Bobby e o Van Gaal, perceberam que tinham de me libertar de algum vínculo moral que pudesse ter.
Bloger - Se não o libertassem, seria capaz de o fazer autonomamente? Sentia-os como pais putativos?
JM - Seria capaz, mas não naquele momento. Não sou pessoa de dizer: «Sr. Pinto da Costa, muito obrigado por me ter contratado». Ao Bobby e ao Van Gaal não disse: «Muito obrigado por me teres dado este contrato, muito obrigado por me teres trazido para Barcelona, muito obrigado por teres mudado a minha vida». O meu trabalho e a minha dedicação são a minha forma de gratidão. Eu nunca senti, em nenhum momento, que lhes devia alguma coisa. Quando decidi ser treinador principal e vir embora, nunca pensei que estava a ser incorrecto. Não lhes devo nada, paguei-lhes tudo, e por isso senti-me sempre livre para decidir. Se sentisse que não tinham pernas para andar sem mim, se calhar hipotecava um ano ou dois da minha independência. Era capaz de o fazer. Mas eles não precisavam de mim para nada. Tanto um como outro disseram: «Tu estás preparado».
Bloger - Em que momentos pensa nessas coisas, «agora vou fazer isto», «já estou preparado»?, quando está no chuveiro, quando anda de carro?
JM - É um grande problema... Muitas vezes as pessoas estão comigo, mas eu não estou com elas.
Bloger - Parece um homem solitário. Pensei nisso quando o vi a correr, de fato e gravata, depois da conquista da taça em Sevilha. O seu movimento era o de um menino solto, ondulante, exalando pura felicidade. Paradoxalmente, ainda que estivesse com milhares de pessoas, parecia correr por sua conta, entregue apenas a si.
JM - Foi um bocadinho isso. No meu livro, escrito pelo Luís Lourenço, há uma parte em que a minha mulher diz qualquer coisa como: «Ele fala tão pouco... Muitas vezes estamos juntos e ele não está comigo. Só por conhecê-lo tão bem, consigo perceber aquilo que me quer dizer sem me dizer nada». Sou um bocadinho assim. Fechado. Preciso do meu espaço. Muito tempo do meu dia é para reflectir, faço a avaliação do treino, o que correu mal, o que pode correr melhor.
Bloger - A quem queria provar que era bom, ao seu pai?
JM - Não, não, não. Os meus pais nunca puseram qualquer pressão sobre mim. Nunca senti que tinha de lhes provar nada. À minha mulher, tão pouco. É das pessoas que mais acreditam em mim, no meu potencial, incentivou-me a deixar Barcelona e vir para Portugal. Em Barcelona a minha situação era fantástica: ganhava uma pipa de massa, uma pipa redondinha, bem cheia; era adjunto, não tinha tantos cabelos brancos porque as preocupações não eram tantas, queriam que continuasse. E ela, por perceber que eu era um tipo angustiado porque queria mais, disse-me para esquecer tudo e ir à luta.
Bloger - Então, teve necessidade de provar apenas a si mesmo?
JM - A mim mesmo. Há quem pense que eu queria provar àqueles que não gostam de mim... Porque há muita gente que não gosta de mim.
Bloger - Quando finalmente se impôs como um grande treinador e pôde calar aqueles que olhavam para si como o tradutor do Bobby Robson, nessa altura riu à gargalhada?
JM - Ri, ri. Mas se me disser «Vamos falar deles, vamos falar do que disseram de si», não falo.
Bloger - Verdadeiramente eles não contam, pois não?
JM - Mas para muita gente contam. Para mim não têm interesse absolutamente nenhum.
SRD - E o dinheiro?, é o seu móbil?
JM - Não. Quero qualidade de vida. Quero que os meus filhos andem num bom colégio, quero poder vestir bem, quero ter boas férias. Não quero mais do que aquilo que um cidadão comum quer. Não tenho ambições desdemidas. Não quero ter uma casa com 800 m2, não quero ter uma quinta, não quero ter um Ferrari. Não quero nada disso.
Bloger - Então?, se não é o dinheiro que o faz correr, é o quê?
JM - O sucesso! O prazer pessoal. A alegria. Ando à procura de felicidade, de plenitude. Quero ganhar títulos, quero ser reconhecido, quero, como já está a acontecer, que noutros países saibam que há um tal José Mourinho que é um treinador de futuro. Ando à procura disso.
Bloger - Espero que nos encontremos daqui a dez anos! Vou gostar de saber o que mudou na sua vida.
JM - Terá mudado pouca coisa. Familiarmente vai ser igual, com o privilégio, Deus me ajude nesse sentido, de ter visto os meus filhos crescerem dez anos espectaculares. E profissionalmente espero ser bem sucedido, acredito que vou ser bem sucedido. Espero ganhar títulos. Espero ter a mesma alegria naquilo que faço.
Bloger - No fundo, aquilo que tem agora, mas numa quantidade superior?
JM - É só isso. Mais velho fisicamente, mas mentalmente mais rico. Sinto-me cada vez mais forte, mais rico. Só vou perder pró físico, nada mais.

Video da semana

Todos os jogos são uma Batalha!!!!


domingo, 23 de outubro de 2011

Proxima Jornada

Flash Interview

Entrevista ao nosso Capitão Machado



   
Nome Completo – Bruno Miguel de Sousa Machado
Idade – 18 anos
Posição – Defesa
Blogger - Qual sua principal característica como jogador?
Machado – Acima de tudo considero-me um jogador humilde, bastante trabalhador e um jogador de equipa. Sou um jogador bom no jogo aéreo, bom na marcação, não sou um jogador muito rápido, mas compenso isso com sentido posicional e alguma cultura táctica. Sou também um jogador muito calmo e tranquilo que advém da minha personalidade, tentando sempre passar isso para a equipa, mas sempre com sentido de responsabilidade. Dentro de campo tento ser um bom comunicador e ajudar sempre os meus companheiros, devido á responsabilidade que tenho nesta equipa. É apenas o meu segundo ano a jogar a central, visto que fiz praticamente a minha formação a jogar mais nas laterais e por isso estou em constante aprendizagem para corrigir pormenores que ainda posso vir a melhorar e que me possam ser úteis no futuro.    
Blogger - Começas-te a jogar futebol a onde e quando?
Machado – Comecei no Sport Clube de Canidelo com 9 anos de idade. Fiz a minha formação toda aqui, tendo já 10 anos de casa e sempre com orgulho a esta instituição.   
Blogger - Qual o Teu maior desejo como jogador?
Machado – Quando comecei não era muito ambicioso, mas cada vez mais e como a ambição e os sonhos comandam a vida, tenho o desejo de poder vir a jogar em equipas de escalões superiores. Sei que será complicado mas sem trabalho nada feito. Acima de tudo o futebol ensina-nos valores para toda a vida, criamos amizades que tenho a certeza que durarão vidas e vivemos experiências e momentos que nunca mais esqueceremos. Com isto quero dizer que o futebol já me deu estas excelentes alegrias que trago no meu coração e tudo o que vier a mais será bem-vindo.    
Blogger - Qual é o teu ídolo no futebol?

Machado – Cresci com grandes ícones como Roberto Carlos e Stefan Effenberg. Na minha posição o melhor central que vi jogar foi o Lúcio. Mas o meu ídolo verdadeiramente é o Lucho Gonzalez. 

  
Blogger - O que achas-te do jogo contra o Rival Coimbrões?
Machado – É sempre um jogo especial. Contra estes rivais são jogos que nos fazem transcender e tentar sempre a busca da vitória. Infelizmente isso não aconteceu. Era um jogo bastante aguardado e penso que a equipa entrou bastante bem em ambas as partes. Criamos situações claras de golo, penso que o coimbrões teve em alguns momentos por cima no jogo, mas não criou oportunidades claras. Há que dar mérito também ao coimbrões que tem uma boa equipa, bem orientada e também com ideias bastante definidas e que irá causar grandes dificuldades às equipas que por ali passarem. Mas é um jogo que queríamos sempre ganhar, fica o empate mas com o pensamento de que poderia ser algo mais.
Blogger - Qual é a tua opinião sobre esta equipa do Canidelo?
Machado – Acho que aqui fica bem expressa a palavra “EQUIPA”. Temos acima de tudo um balneário bastante forte, temos o espírito pela busca incessante pela vitória, somos responsáveis, humildes e acima de tudo quando entramos em campo dignificamos sempre a camisola que trazemos vestida. Isto certamente fará a equipa ganhar jogos. Depois vem a outra parte em que temos excelentes jogadores, um plantel vasto em qualidade, onde quem entra consegue sempre manter o nível bastante alto. «O jogador que se destaca mais é a “equipa”, pois jogadores ganham jogos e equipas ganham campeonatos.» O nosso objectivo é vencer jogo a jogo e se continuarmos assim penso que vamos num bom caminho.
Blogger - Qual é a tua opinião sobre os teus treinadores?
Machado  – Ao inicio tiveram uma tarefa um pouco complicada, mas a equipa com o decorrer do tempo ajudou a tudo correr na normalidade. É uma equipa técnica bastante jovem, mas com objectivos e ideias bem definidas. Quando assim é o jogador sente-se sempre motivado e com ambição. Acima de tudo há uma grande interacção e cumplicidade entre jogadores/treinadores. Isso faz com que haja uma relação de amizade, o que facilita as coisas durante os treinos e jogos, onde os jogadores dão tudo para satisfazer as ordens do treinador/directores.
Blogger - Que esperas do Campeonato neste ano?
Machado – Vai ser com certeza um campeonato equilibrado entre os primeiros lugares. Há bastantes equipas a quererem entrar no pódio final. Mas o verdadeiro candidato a lá ficar terá de demonstrar isso durante a época toda, porque de certeza irá encontrar algumas armadilhas pelo caminho. Quanto a nós se entrarmos a “equipa” que entrou nas últimas 6 partidas penso que estaremos num bom caminho para conseguir os 3 pontos jogo a jogo e depois no fim veremos a nossa classificação. 
Blogger- O que achas do próximo jogo contra o Leça?
Machado – Vai ser um jogo complicado, porque o Leça está numa posição menos boa e quererá com certeza vir ganhar pontos ao terreno de um dos primeiros classificados. Quanto a nós, queremos recuperar estes dois pontos perdidos, para depois entrarmos numa serie de jogos extremamente complicada. Mas no meu entender temos as condições necessárias para ganhar o jogo, não menosprezando o adversário, fazendo um jogo sério e com certeza os 3 pontos aparecerão. 
Blogger – Como Capitão quais as palavras que gostavas de deixar aqui aos teus colegas de equipa?
Machado – Primeiro de tudo dar os parabéns a todo o plantel pela época que tem vindo a realizar, pelo vosso empenho e dedicação. Lembrem-se todos que uma equipa não é só os 11 que entram em campo, somos TODOS. Uma palavra de apreço aos menos utilizados. Nunca desistam, trabalhem sempre no máximo e dêem motivos para o treinador acreditar em vocês. Mais vale estarem preparados para jogar do que jogarem e não estarem preparados. Posso-vos deixar aqui uma pequena história minha aqui no Canidelo, que alguns sabem. Nas camadas jovens houve um treinador que me disse que o futebol não era a minha área e para eu me dedicar a outro desporto. O que haveria de fazer? Desistir? Deitar a toalha ao chão? Não, fez-me trabalhar o dobro, aplicar-me ao máximo, nunca me fui abaixo. Trabalhei sempre e consegui evoluir muito, hoje já sendo reconhecido por esse mesmo treinador. Dos fracos não reza a historia, vamos continuar a trabalhar porque o campeonato é longo e certamente a oportunidade chegará. Tenho a certeza que se continuarmos a ser uma equipa humilde e cheia de garra, trabalhando durante a semana, ao sábado vai ser complicado alguém nos passar por cima.  
Blogger - Deixe uma mensagem para o Blog ?
Machado - Acho que esta equipa tem muito a agradecer a todos os directores, treinadores, a toda a direcção, presidente, àqueles que estão do nosso lado aos sábados a apoiarem-nos, simpatizantes e pais dos atletas. É com grande orgulho que faço parte desta equipa, onde tenho o prazer de ser capitão, mas não só ao sábado. Dá-me um prazer especial falar com todos os atletas durante a semana nos treinos, nas redes sociais ou por telefone, porque eles olham para mim como um amigo sempre pronto a ajudar, quando eles têm problemas ou para lhes explicar/ensinar o pouco que sei. Para mim é este trabalho fantasma que me dá mais prazer, ajudar o meu colega de equipa em situações de mais tristeza ou de aflição. Parecendo que não tem um papel importante no rendimento de um jogador. Quanto ao blog, penso que foi uma excelente iniciativa, onde iremos ter aqui lindas memórias um dia mais tarde.
  FAMILIA DOS JUNIORES DO SPORT CLUBE DE CANIDELO, É UM PRAZER FAZER PARTE DELA, ACIMA DE TUDO TENHO GRANDES AMIGOS E VERDADEIROS GUERREIROS, BEM CHEFIADOS E COORDENADOS COM QUEM POSSO CONTAR PARA ESTA GUERRA DE 30 JOGOS ONDE SÓ PASSARAM 6 BATALHAS. PARA CHEGARMOS AOS NOSSOS OBJECTIVOS JÁ SABEM E NUMCA É DEMAIS LEMBRAR “SOMOS A «EQUIPA» DOS JUNIORES  DO SPORT CLUBE DE CANIDELO 2011/2012…
CANIDELO CANIDELO CANIDELO, GANHAR GANHAR GANHAR!!!
                                                                                                       abraço companheiros,

O bloger agradece ao Capitão Machado pela entrevista